Texto: 1Pe 5.7
A ansiedade é considerada pelos psicólogos como um dos grandes males que
assolam a nossa sociedade contemporânea. Como o maior psicólogo da história
Jesus em seu sermão no monte analisa a origem, a causa e como enfrentar e
vencer está inquietude da alma humana. Somos sempre convidados pela Escritura
Sagrada a pensar para depois agir.
I)COMPREENDENDO A ANSIEDADE
A palavra Ansiosos usada por Jesus em Mt 6.25, vem do grego “ME
MERIMNATE”, que significa “Estar indevidamente preocupado, ter
ansiedade ou estar em ansiedade desnecessária”.
Originalmente tem o sentido de “Distrair”, ficando subentendido a
idéia de “Duplicidade”. A idéia básica é que a mente procura seguir em duas
direções ao mesmo tempo, resultando em confusão e certa dose de sofrimento.
Está palavra originalmente também foi usada quando Marta estava distraída com o
seu serviço e não valorizou a presença de Jesus em sua casa (Lc 10.40). Na
parábola do semeador quando a semente e abafada com os cuidados, riquezas e
deleites da vida (Lc 8.14). O apóstolo Paulo finalizando a sua epistola aos
cristãos em Filipos os exorta a fugir da ansiedade (Fp 4.6). No dicionário de
medicina, a ansiedade é o termo usado para definir apreensão de perigo e temor,
acompanhada por inquietude, tensão, taquicardia e dispnéia não ligada a um
estímulo claramente identificável. No idioma inglês é “WORRY” que
tem origem no anglo saxônico e significa “Estrangular ou Sufocar”.
A ansiedade é a sensação desagradável e sufocante que experimentamos em
momentos de medo, aborrecimentos ou problemas.
II) ALGUNS TIPOS DE ANSIEDADES:
2.1. ANSIEDADE AGUDA – Aparece
de repente, vem com grande intensidade, mas de pequena intensidade.
2.2. ANSIEDADE CRÔNICA – É
persistente e de longa duração, mas de pequena intensidade.
2.3. ANSIEDADE NORMAL –
Manifesta-se quando existe uma ameaça real ou uma situação de perigo. Ela pode
ser controlada e reduzida, quando as circunstâncias exteriores se modificam.
2.4. ANSIEDADE NEURÓTICA –
Sentimentos exagerados de desespero e medo, mesmo quando o perigo é pequeno ou
inexistente.
2.5. ANSIEDADE MODERADA – É
desejável e sadia. Motiva e ajuda as pessoas a evitarem situações de perigo,
levando a um aumento da eficiência.
2.6. ANSIEDADE INTENSA – Pode
diminuir o período de atenção, dificultar a concentração, afetar negativamente
a memória, prejudicar a capacidade de realização, interferir na solução de
problemas, bloquear a comunicação eficaz, despertar o sentimento de pânico e
algumas vezes causar sintomas físicos desagradáveis, tais como paralisia ou
terrível dor de cabeça.
III) ALGUMAS CAUSAS POSSIVEIS DA ANSIEDADE:
3.1. SOCIAIS – Cuidado excessivo com a vida,
acumulo de bens, dividas, ameaças, separação, guerra e violência.
3.2. EMOCIONAIS – Medo, insegurança,
desesperança, preocupações excessivas, baixa auto-estima.
3.3. DROGAS – Licitas ou ilícitas.
3.4. ESPIRITUAIS – Fé vacilante.
3.5. PROFISSIONAL –
Questionamento da sua competência, desemprego, etc...
IV) ALGUNS SINTOMAS DA ANSIEDADE:
4.1. FISICOS – Sudorese, fadiga, cefaléia,
taquicardia e nervosismo.
4.2. EMOCIOMAIS – Medo, gagueira, tremores,
tiques faciais, palpitações, confusão mental
Dificuldade para relaxar e insônia.
4.3. ESPIRITUAIS – Dificuldade para orar e
estudar a Bíblia.
V) TRATAMENTO PARA ANSIEDADE:
Em alguns casos procurar um especialista, usar remédio, caminhada,
leitura de bons livros.
VI) DIAGNÓSTICO DE JESUS SOBRE A ANSIEDADE:
6.1. AS CAUSAS DA ANSIEDADE:
6.1.1. A ansiedade é gerada por causa da preocupação com as necessidades
básicas da vida “Por isso vos digo: Não andeis ansiosos pela
vossa vida, quanto ao que haveis de comer ou beber; nem pelo vosso corpo,
quanto ao que haveis de vestir” (Mt 6.25). Isto é uma verdade comprovada no
dia a dia da nossa sociedade as pessoas ficam densas, preocupadas e
amedrontadas diante das suas necessidades. O Mestre não ensina o descuido com a
vida, mas o perigo excessivo com as necessidades que rouba o prazer de
desfrutar da vida. A ansiedade segundo as Escrituras Sagradas é um mal que
afetaria a humanidade nos últimos dias (Lc 21.25,26; 17.26-28).
6.1.2. A ansiedade é a preocupação com o futuro “Portanto, não andeis ansiosos pelo dia de amanhã” (Mt 6.34).
Toda a ansiedade esta relacionada com o amanhã, mas é experimentada no hoje.
Ficamos preocupados no hoje sobre alguma coisa que pode acontecer no futuro.
Precisamos aprender a viver o hoje confiando na infinita misericórdia de Deus
para com a nossa vida amanhã.
6.1.3. A ansiedade pode estar fundamentada em uma impossibilidade “Qual de vós poderá, com as suas preocupações, acrescentar uma única
hora ao curso da sua vida?” (Mt 6.27). A ansiedade nos leva ao nosso
limite de acharmos que podemos alterar uma situação que se apresenta diante das
nossas vidas. O evangelista Lucas acrescenta que Jesus ensinou que o homem não
pode fazer nada para mudar as coisas mínimas em sua vida (Lc 12.25,26), sendo
necessário procurar uma vida com Deus. A ansiedade não altera as condições da
vida e nem aumenta a sua duração. O côvado era usado como medida linear, mas
também como medida de tempo, nesta passagem está relacionada ao tempo.
6.1.4. A ansiedade é uma emoção que precisamos aprender a não aceitar “Portanto, não andeis ansiosos, dizendo: Que comeremos? Que
beberemos? Ou: com que nos vestiremos?” (Mt 6.31). Jesus não ensina uma
simples negação de palavra, mas nos inspira a atitudes que nos levarão a
triunfar sobre a nossa inquietação, começando no esforço de não aceitar a
ansiedade.
6.2. COMO ENFRENTAR A ANSIEDADE:
6.2.1. A ansiedade se vence com a fé “não vestirá muito mais a vós, homens de pequena fé” (Mt
6.30). A fé triunfa sobre as preocupações que querem nos sufocar. Observe
que ela pode ser pequena mais deve se desenvolver até possuirmos muita fé (Mt
8.10) e chegarmos a possuir uma grande fé (Mt 15.28).
6.2.2. Mudando o nosso hábito (Mt
6.33,34). Nestes versículos Jesus nos ensina a mudar os nossos hábitos, o
ansioso busca as suas necessidades enquanto os servos de Deus aprenderam a
buscar em primeiro lugar o Reino e a sua justiça e descansar na provisão diária
de Deus para a sua vida. Na verdade não seremos omissos com os nossos deveres e
necessidades, mas não permitiremos que a nossa vida gire em torno das nossas
necessidades, mas em Deus.
6.2.3. Aprendendo a confiar no cuidado de Deus por nossas vidas (Mt 6.26-30). Jesus usa o método áudio visual para trazer um
profundo ensino sobre o cuidado de Deus para com a sua criação. Deus cuida de
todos os animais providenciando sustento (Sl 104.10-30), sustenta as estrelas
com o seu poder (Is 40.26) e tudo que vive nos céus, mares e terra com vida (Ne
9.6). Assim todo o salvo pode descansar na provisão de Deus para a sua vida (Sl
37.25; Fp 4.19).
6.2.4. Nunca esquecer que servimos a Deus que é o nosso Pai (Mt 6.30,32). A nossa preocupação nunca pode roubar a nossa
convicção que não estamos sozinhos, mas que estamos protegidos pelo nosso Pai
que conhece as nossas necessidades (Mt 6.8), que por estar no céu supre o nosso
pão de cada dia (Mt 6.9,10) e assim é poderoso para dar o melhor para os seus
filhos (Mt 7.9-11). Ainda hoje podemos ouvir a doce voz de Jesus dizendo “Não
temas, ó pequeno rebanho, pois a vosso Pai agradou dar-vos o reino” (Lc 12.32).
6.2.5. Mudança de foco na vida (Mt
6.25,31,33) – Jesus deixa evidente que o foco errado pode nos desgastar e
estressar produzindo o medo em relação ao futuro. Quando aprendemos a focar
naquilo que produzirá descanso então as pressões da vida serão controladas e
viveremos triunfantemente.
6.2.6. Somos igreja e não gentios “Pois os
gentios procuram todas estas coisas. De certo vosso Pai celestial bem sabe que
necessitais de todas elas” (Mt 6.32). O termo gentio era usado em
relação a pessoas de outras nacionalidades que não fosse à israelita. Nesta
passagem corresponde a todas as pessoas que não servem a Deus, sendo comparadas
por Isaias como o mar agitado que não possui paz (Is 57.20,21). Como igreja
precisamos vigiar, pois estamos na última hora para o glorioso enlace
matrimonial e não podemos deixar que a ansiedade venha nos controlar como o
Mestre nos alertou (Lc 21.34). Precisamos compreender que estamos debaixo
do amor e provisão divina e não precisamos como os ímpios vivermos oprimidos
pelas necessidades da vida.
6.2.7. Precisamos contemplar aquilo que Deus tem feito em nosso favor (Mt 6.26,28). Jesus chama a atenção para que nunca venhamos tirar os nossos
olhos das suas gloriosas provisões e assim leva os seus discípulos a visualizar
com cuidado as suas provisões no dia a dia na natureza.
3. PERIGOS DA ANSIEDADE:
3.1. A preocupação que produz dor e sofrimento – Mt 6.34.
3.2. Rouba e impede o desenvolvimento da nossa fé – Mt 6.30,31; Lc 8.14.
3.3. Ficamos distraídos – Mt 6.25,28,31; Lc 10.40,41.
3.4. Perda de tempo – Mt 6.27; Ef 5.15,16.
3.5. Inquietação – Lc 12.29; Jó 30.27.
3.6. Confusão diante do amanhã – Mt 6.34; Is 30.15.
3.7. Abatimento e doenças – Mt 6.25; Pv 12.25; 17.22.
VII) PRINCIPIOS BÍBLICOS PARA TRIUNFAR SOBRE A ANSIEDADE:
7.1. Pratique a oração – Fp 4.6.
7.2. Cultive a alegria – Fp 4.4; Pv 15.13,15; 17.22.
7.3. Pratique a moderação na vida – Fp 4.5.
7.4. Viva em paz- Fp 4.7.
7.5. Cultive pensamentos virtuosos – Fp 4.8.
7.6. Aprenda a viver com as situações adversas – Fp 4.11-13.
7.7. Confie em Deus – Sl 37.3.
7.8. Agrada-te do Senhor – Sl 37.4.
7.9. Entregue o teu caminho ao Senhor – Sl 37.5.
7.10. Descansa no Senhor – Sl 37.7.
7.11. Centralizar o pensamento em Deus – Is 26.3.
7.12. Cultive a esperança – Lm 3.19-21.
7.13. Entregue a Deus toda a sua ansiedade – 1Pe 5.7; Sl 55.22.
7.14. Concentre-se na solução e não no problema – Mt 14.22,23.
7.15. Vença o medo com Deus – Is 41.10.
7.16. Glorifique a Deus em tudo – Cl 3.17.
7.17. Precisamos confiar os nossos projetos a Deus – Tg 4.13-17.
7.18. Confie no sustento do Senhor – Dt 8.
7.19. Escolha a melhor parte estar com Jesus – Lc 10.41,42; Sl 27.4.
7.20. Uma mente abundante com a Palavra de Deus – Cl
3.16.
CONCLUSÃO: Somos bem aventurados porque podemos pautar a
nossa caminhada diária nos gloriosos ensinos de Jesus.
Nenhum comentário:
Postar um comentário